... eu escrevo, eu me mostro, eu me escondo... São inúmeras possibilidades, apenas uma de mim. Quem sabe no que vai dar?

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Louvação a Catarina no Dia do Batizado

Paulo Gustavo (1980), amigo do meu pai.

No dia do batizado,
Dia de grande alegria,
Louvemos aos anjos sábios
Que protegem Catarina!

No dia do batizado
Trazemos toda a esperança,
Trazemos flores e abraços
Para esta linda criança.

Uma flor já vem nascendo
No caule da velha vida:
O seu nome é Catarina,
A seus encantos me rendo!

No dia do batizado
As fadas vêm protegê-la:
Umas lhe dão prendas altas,
Outras lhe dão Boa Estrela!

As fadas chegam de longe
Com o condão benfazejo,
Todas dão a Catarina
Um beijinho com "desejo"!

No dia do batizado
Com sorrisos e com palmas
Saudemos essa menina
Que cativa as nossas almas!

No dia do batizado
Uma alminha vem nascendo,
No dia do batizado
A Catarina louvemos!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Mesmo Assim, Te Espero...

Quando me procurares, não serei eu mesma que conheceste,
mas um outro eu que o mundo moldou a seu gosto,
mais amarga, mais carente, mais sozinha, mais precisada, menos eu.
Serei quem sempre fui, só que não estavas lá para ver.
Farei tudo como sempre fiz, todos sabem, todos me reconhecem.
Tu me vês diferente, não sou mais eu/tu, sou eu/eu, metade de quem já fui um dia.
O meu lado tu levaste embora, deixaste saudades e saudades.
Somente as marcas de ti em mim, marcas profundas, felizes, tristes.
Antes tristes do que nenhuma, sempre digo.
Tento me refazer, não me encontro em parte alguma.
Estou num escuro quarto procurando a porta para um lugar melhor.
Talvez neste lugar eu te encontre e possa relembrar o que é viver.
Talvez eu possa te fazer lembrar das coisas boas de nós dois.
Quem sabe se nós ainda sabemos ser felizes? Tu sabes?
Talvez se eu ficar parada tu me encontres... É melhor que eu me prepare!
Quem sabe tu passas por mim agora e nem me reconheces?
Então ficarei para sempre aqui te esperando voltar, quando tu já te foste...
Mesmo assim, te espero.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Amor maduro, amor pra sempre...

Amar é engraçado...

Sinto uma ansiedade enorme no fim do dia quando está perto da hora dele chegar em casa. Quando ele chama meu nome dá uma dor no meu estômago e corro pra porta pra deixá-lo entrar. Mas não é uma dor física, é uma dor emocional. É difícil de explicar. Acho que é uma mistura de susto com aquele frio que se sente quando descemos uma ladeira bem rápido de carro. Cada segundo que passa é um a menos sem seu beijo de "Oi, meu amor, cheguei". Depois encosto a cabeça no ombro dele quando a gente senta no sofá e me dá um alívio... Me sinto em paz, tranqüila. Sei que todos os nossos problemas poderão ser resolvidos porque estamos juntos. Com ele ao meu lado posso fazer muito mais. Minha alma fica leve e meu coração bate mais forte.

Mas isso tudo é besteira de quem ama. É até bem meloso. Parece coisa de adolescente, né? Mas não me importo porque sei que ele também me ama e que nós nunca fomos assim antes.

Temos uma coisa que ninguém entende, uma coisa na qual ninguém acredita. Nós somos sinceros um com o outro. Nosso relacionamento se baseia na verdade. E eu ainda falo isso assim, mas sei que todo mundo vai dizer: "Ah, tá. Ela acredita mesmo que ele diz a verdade sobre tudo!". E eu acredito! Eu digo a ele! Além do mais, ele nunca precisou mentir pra mim. Nós não fazemos esses joguinhos de amor e sedução que os outro fazem. Contamos histórias de coisas que fizemos e que passamos no dia-a-dia e no passado. Sabemos tudo o que se deve saber um do outro. E, acima de tudo, somos melhores amigos. Amigos de verdade não mentem um pro outro porque não precisam. O amigo aceita você como você é, entende seus defeitos, elogia suas virtudes (sem puxa-saquismo), lhe escuta quando você tem problemas e conversa sobre tudo.

E como a gente conversa, viu! Adoro comprar uma barra de chocolate e ficar em casa com ele vendo filme ou falando. Sempre falamos. Somos muito falantes! Nossos amigos não podem reclamar de terem saído com a gente e terem segurado vela. Nós raramente nos beijamos em público ou ficamos agarrados como outros casais fazem. Mas não é falta de amor ou puritanismo. Apenas gostamos de conversar e de falar com nossos amigos também. Não se pode falar beijando! E ninguém ia querer sair com a gente se vivêssemos agarrados.

Bom, o principal é que sem amizade o amor não existe. Sem confiança e respeito nada dura. Sem sinceridade não é amor. É qualquer outra coisa que você queira chamar, só não chame de amor. Não diga que ama alguém que você engana. Não diga que a pessoa lhe ama de verdade se ela nem mesmo sabe quem você é ou o que você faz. Ela ama uma projeção sua, uma verdade que você inventou para que ela pudesse se apaixonar por quem ela pensa que você é. Você é que não acredita que ela é sincera nem confia nela o suficiente para lhe dizer a verdade. Isso não é amor. Isso é falso, é mentiroso. Se você continuar seguindo por essa trilha, vai viver uma ilusão e tudo vai acabar um dia, quando a verdade aparecer. E acredite, ela sempre aparece, mesmo tarde. Aí você terá deixado de viver um verdadeiro e forte amor e estará sozinho...

terça-feira, 15 de julho de 2008

Ser mãe...

Uma amiga me mandou esse texto e achei que realmente a carapuça me serviu!
Bjs para todas as mães ou wanna be's.

Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.

- Nós estamos fazendo uma pesquisa, ela diz, meio de brincadeira. - Você acha que eu deveria ter um bebê?

- Vai mudar a sua vida, eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.

- Eu sei, ela diz, nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.

Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar: "E se tivesse sido o MEU filho?". Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.

Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de "Mãe!" fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe. Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida - não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles. Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados. Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.

Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pêlo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

- Você jamais se arrependerá, digo finalmente.

Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus... que é ser Mãe.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Vida da minha vida...


Fico tentando imaginar como é que a união de duas células microscópicas pode resultar nessa beleza de criatura. Veja que dois bebês tão fofos e maravilhosos! Perco as palavras quando tenho que falar deles. Não é preciso falar. Olho, beijo, abraço e cheiro.


Eles já entendem tudo. Eu não posso explicar o que sinto. Pra que explicar? É só sentir e viver o sentimento pleno invadindo meu peito e preenchendo meu vazio... Jamais serei só nesse mundo! Tenho dois anjos ao meu lado!


Eu já falei pra você que os dois são tão inteligentes e engraçados? São as crianças mais lindas que podiam existir! Claro que já falei! Mas digo novamente! São incríveis esses meninos! E dizem cada coisa!


O mais engraçado de tudo é que leio esses explicativos sobre o desenvolvimento das crianças e parece que, supostamente, toda criança faz a mesma coisa nessa idade. Impossível! Isabella é muito fofa e meiga e entende tudo o que a gente fala. E Felipe? Ele mexe no computador desde os três anos, fala frases complexas e está dizendo que já é um Homem e que não precisa mais pegar na minha mão o tempo todo (só pra atravessar a rua). Isabella sempre quer ajudar a carregar a bolsa, levar as compras, pentear meu cabelo... Eles são especiais e diferentes. Tenho certeza de que fazem coisas que os outros ainda não aprenderam.


Ou será que sou eu que vivo coisas que nunca vivi antes e estou vendo coisas que nunca vi. Sinto coisas que jamais senti e sou uma pessoa que nunca soube que poderia ser. Tem uma força que me move sempre pra frente e não me deixa desistir nunca! Deve ser amor.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O Homem Possível

Achei esse texto num disquete (!!!) e me senti no direito de publicá-lo. Foi Malthus quem escreveu e, afinal, agora somos casados e esse texto foi escrito pra mim há muito tempo, então também me pertence! Lá vai:
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O Homem Possível
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O coração de uma mulher é um imenso lago cercado de flores e exerce sobre nós, homens adoradores do sexo feminino, uma atração inevitável e irrefutável. E sempre nos deparamos com as profundezas desse lago onde habitam seres e totens que só poderíamos encontrar no mundo mulher. E se o coração é assim, imagine a cabeça delas, a mente que reage aos estímulos profundos desse lago e rege as ações, os pensamentos e, em certo ponto, a nós, adoradores.

E foi do fundo dessas águas turvas que eu vi erguer-se, ou melhor, ouvi erguer-se uma estátua emblemática no meio das flores: o homem possível. Nós conversávamos, eu e minha namorada e ela me falou disso.

Passei algum tempo pensando sobre o assunto e na pergunta inevitável: o que cargas d’água vem a ser isto? Homem possível? Será que eu sou um homem possível? E cheguei a conclusão de que homem possível era aquele que elas podem tocar. E chegar a essa conclusão só me fez suscitar mais algumas dúvidas e aqui eu as exponho, mulheres que lêem isto agora, e desculpem-me se em algum ponto eu for falho, são só conjecturas.

Dizer que esse ou aquele homem se pode tocar, primeira conclusão dedutiva, é dizer que ele está num raio de ação realizável para os padrões de exigência feminina, ou seja, o cara não é feio, mas também não é tão bonito. É só possível. Sabe aquele ator de cabelos calculados, pele impecável, olhos irresistíveis, conversa mela calcinha? Pois é, este é o homem oposto. Mas não nos desesperemos, homens comuns, desbravadores da Atlântida lagunar, ainda há uma luz no fim do túnel, ou melhor, do lago.

É só saber que você, reles mortal, é comum, mas é concreto e não um mito, um emblema, um ícone distante que habita o inefável e o intangível feminino. Elas, assim como você, também possuem um ideal de beleza e também têm suas inseguranças e algumas flores que não caem na água do lago, e aí está o nosso trunfo: estamos sempre perto, somos reais, possíveis, somos nós que estamos ao lado na hora do sexo, do choro, do sorriso, da alegria, da tristeza; é ao nosso lado que elas constroem e realizam planos e sonhos, por que somos feitos do cimento e lágrima (viva Chico e sua construção) e não de material onírico.

E se somos de verdade e transitamos pelo mundo real, essa é a segunda conclusão dedutiva: eles, os deuses, transitam no ufano e para tornarem-se reais, precisam concretizar seus sentimentos e ações e aí vem mais um coringa nosso no baralho da vida: assim como o lago feminino esconde segredos inconfessáveis, a ilha masculina esconde dragões e belas estátuas em mármore e nenhum rosto maquiado pode dar qualquer sinal do que vai se encontrar.

Não somos nenhum exemplo de beleza, mas modéstia à parte, não fazemos feio em nosso meio, dos comuns, quando tomamos uma cerveja ou simplesmente habitamos o mundo, na calçada conversando, na sala de aula, no centro tumultuado da cidade. É exatamente aí, nas esquinas reais da vida que nós, homens possíveis, encontramos as mulheres possíveis, sabe, aquelas que não são nenhuma capa de revista, mas as que nos olham pessoalmente, bem de perto. E se ela não nos oferece a mão... Bem, nós vamos lá e pedimos, afinal, mitos e espelhos sempre existiram na história da humanidade, mas homens, só nós, os comuns.
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Malthus de Queiroz

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A vida é muito simples:


Você acorda muito cedo,
toma um banho muito frio, come muito rápido,
trabalha muito tempo, almoça muito mal,
paga muito caro, pega um ônibus muito cheio,
muito fedorento, que vem muito devagar (quase parando)
e cheio de gente muito feia e mal-educada,
chega muito cansado e muito tarde em casa e
dá um beijo muito grande e muito gostoso na pessoa
que ama e esquece de tudo
pra começar tudo denovo no dia seguinte.