... eu escrevo, eu me mostro, eu me escondo... São inúmeras possibilidades, apenas uma de mim. Quem sabe no que vai dar?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Quando eu era adolescente sempre tive facilidade para escrever. Tá certo que nunca soube fazer poesia, mas a prosa e as redações saíam com facilidade. Eu era muito instável emocionalmente e isso ajudava muito. Parece que tudo pedia pra pular no papel e eu pegava minha caneta e pensava na forma escrita. Registrava meus sentimentos com muita facilidade e mantinha a cada ano uma agenda atualizada.

Não sei o que me aconteceu. Acho que eu cresci. Naquele tempo eu também não falava muito, só escrevia. Não me abria com ninguém. Eu devia ser bem esquisita pra alguns. Me tornei outra pessoa e essa pessoa conseguiu ser um pouco mais comunicativa que a outra.

Agora tenho alguém com quem divido tudo o que acontece. Somos muito amigos e ele me ouve atentamente. Acho que foi isso o que aconteceu. Encontrei quem faltava pra me ouvir. Por isso que escrevia pra mim mesma antes. Não sinto mais um vazio nem a mesma instabilidade emocional que antes. Me sinto completa. Sou tomada por uma sensação de paz cada vez que me abraço com ele e não tenho motivo pra me esconder dos outros, me enfiar nos meus papéis. Estou muito mais calma, mais sensata, racional.

Consegui me encontrar ao seu lado e descobrir alguém que eu gosto de ser. É claro que ainda tenho problemas, que eu ainda me perco, mas agora tenho com quem falar sobre meus problemas e não sinto mais vontade de escrever sobre eles. Agora posso falar e resolver em vez de escrever e guardar só pra mim. Devo ter mudado pra melhor.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Non, je ne regrette rien


por: Edith Piaf

Non ! Rien de rien
Non ! Je ne regrette rien
Ni le bien
Qu’on m’a fait,
Ni le mal,
Tout ça m’est bien égal !

Non! Rien de rien...
Non ! C’est payé,
Balayé, Oublié,
Je me fous du passé !
Avec me souvenirs
J’ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n’ai plus besoin d’eux !
Balayé les amours,
Avec leurs trémolos,
Balayés pour toujours
Je repars à zéro...

Non! Rien de rien...
Non ! Je ne regrette rien
Ni le bien
Qu’on m’a fait,
Ni le mal,
Tout ça m’est bien égal !

Non! Rien de rien...
Non ! Car ma vie,
Car mes joies,
Aujourd’hui,
Ça commence avec toi !

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Hoje pela manhã...

Hoje aconteceu uma coisa surpreendente enquanto eu ia ao trabalho. Peguei um ônibus (porque eu sou pobre) e me sentei numa daquelas cadeiras mais ao fundo que são mais altas. Comecei a perceber que o ônibus tava tocando uma música dançante internacional bem animada e pensei: "O motorista está de bom humor hoje".

Quando olhei pra frente vi uma novidade: o ônibus tinha televisão! Não era uma televisão qualquer. Era tela plana e fina e estava fixada logo após a catraca do lado esquerdo do ônibus (estou explicando bem para aqueles dementes iguais a mim que só percebi isso após uns 5 minutos). A programação era bem variada. Não passou mais de 5 minutos no mesmo tema e pulou de uma coisa pra outra. 5 minutos de clipe musical, 5 minutos de informação esportiva, 5 minutos de dicas de casa, 5 minutos de notícias internacionais e 5 minutos de horóscopo. A programação vem de um site: www.bustv.com.br (coisa rápida e tudo com legenda).

Acho que estão querendo distrair os passageiros durante os engarrafamentos e justificar o próximo aumento de passagem. "Mas agora temos ônibus com televisão, do que mais vocês querem reclamar?!" "O cidadão nunca está satisfeito! Só sabe reclamar!" Só sei que dois passageiros quase perderam suas paradas porque estavam assistindo ao programa.